
Artigo escrito por Dr Diogo Schulz, especialista em Clínica Médica que presta atendimento especializado para Diabéticos na cidade de Joinville e região.
Neste artigo vou te mostrar tudo que você precisa saber sobre o Diabetes Tipo 2, desde o básico até o tratamento – principalmente o que você pode fazer para auxiliar no seu tratamento.
Veja tudo que veremos neste artigo:
O Diabetes é uma doença crônica extremamente comum. Então existem milhões de pessoas com Diabetes no Brasil que precisam ser acompanhadas e bem tratadas.
Somente um acompanhamento de perto pode ajudar o diabético a prevenir complicações importantes como: AVC, Infarto do Coração, perda de função renal, complicações circulatórias nas pernas, comprometimento visual grave, entre outros.
Geralmente os casos de Diabetes são acompanhados por médicos especialistas em Clínica Médica, Endocrinologia e Medicina da Família. Mas claro, por ser uma doença muito comum, muitos paciente também são atendidos por clínicos gerais, principalmente em Postos de Saúde do SUS.
O Dr Diogo Schulz é especialista em Clínica Médica e faz um atendimento focado e especializado para pessoas com Diabetes Tipo 2. Se você estiver com dificuldades de acompanhar a sua doença, estiver se sentindo inseguro com o seu tratamento, você pode agendar uma consulta para tirar todas as suas dúvidas e melhorar muito o seu tratamento.
Aqui temos um lema: Paciente bem tratado entende a sua doença e o seu tratamento.
Se você já tem Diabetes há vários anos e ainda tem dúvida de como ele funciona e como você pode ajudar no seu próprio tratamento, você precisa de ajuda.
Venha conversar comigo em uma consulta de aproximadamente uma hora, com tempo suficiente para você entender como tudo funciona e para ter um tratamento diferenciado.
Antes de qualquer coisa, você precisa entender que o Diabetes é uma condição que afeta a forma como o corpo usa o açúcar no sangue, também conhecido como Glicose.
A glicose, ou o açúcar no sangue, é a nossa principal fonte de energia – basicamente você precisa dessa energia para fazer as suas atividades diárias. Também precisamos entender que o corpo possui um hormônio natural responsável por direcionar o açúcar para dentro das células, onde ele é utilizado como fonte de energia.
Quando você tem diabetes, seu corpo tem dificuldade em produzir ou utilizar adequadamente os hormônios que regulam o açúcar no sangue, o que leva ao aumento prolongado de açúcar.
Mas o que você sente quando isso começa a acontecer? Só sabendo disso você consegue identificar melhor o que está acontecendo e se o seu Diabetes já está avançado – o que geralmente quer dizer que está mais grave.
Já vou te falar sobre isso, mas antes veja o próximo tópico:
Motivos conhecer o Dr Diogo Schulz pessoalmente:
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Agora vamos ver em detalhes quais os principais sintomas do Diabetes e entender o motivo de casa um deles. Você tem algum desses sintomas? Veja mais detalhes a seguir:
Um dos primeiros sinais de diabetes é sentir muita sede e urinar com frequência. Isso acontece porque o corpo tenta se livrar do excesso de glicose no sangue pela urina.
Por que isso acontece?
Sentir muita fome, mesmo após comer, é outro sintoma comum de diabetes.
Por que isso acontece?
Sentir-se constantemente cansado é um sintoma que pode ocorrer tanto no diabetes tipo 1 quanto no tipo 2.
Por que isso acontece?
Perder peso sem fazer dieta ou exercícios pode ser um sinal de diabetes tipo 1 ou Diabetes tipo 2 descompensada, onde o corpo não consegue usar a glicose como energia e começa a usar gordura e músculos.
Por que isso acontece?
O seu corpo sabe produzir energia de várias formas. A forma que ele mais gosta é usando o açúcar do sangue, mas ele tem outras cartas na manga. Quando o açúcar não está disponível, ele usa gordura e a proteína dos músculos.
Atenção: Isso só acontece no Diabetes tipo 2 em casos mais graves e avançados. Se você está apresentando perda de peso sem motivo, deve procurar atendimento médico o mais breve possível.
A visão turva é um sintoma comum de diabetes e pode ocorrer quando os níveis de glicose no sangue são muito altos.
Por que isso acontece?
Feridas que demoram a cicatrizar podem ser um sinal de diabetes, devido ao dano nos vasos sanguíneos causado pelo excesso de glicose.
Por que isso acontece?
Pessoas com diabetes podem ser mais suscetíveis a infecções, especialmente infecções da pele e gengivas.
Por que isso acontece?
Sentir formigamento ou dormência nas mãos e pés é um sintoma que pode indicar danos nos nervos devido ao diabetes, uma condição conhecida como neuropatia diabética.
Por que isso acontece?
Se você notar algum desses sintomas, é importante falar com um médico.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para controlar o diabetes e prevenir complicações graves. Aqui estão algumas etapas que você pode seguir:
Como falei lá no início, o Diabetes é um descontrole do corpo nos níveis de açúcar no sangue. Mas como isso acontece?
Vamos considerar o Diabetes tipo 2 aqui, pois tem um mecanismo muito diferente do Diabetes tipo 1, que é uma doença autoimune e será tratada em outro artigo.
O resumo do mecanismo do DM2 está nesta imagem, vamos entender um pouco de cada um desses pontos e como isso influencia no desenvolvimento do Diabetes.
No diabetes tipo 2, as células do pâncreas, responsáveis por regular a glicose no sangue, perdem parte da sua capacidade de funcionar corretamente. Isso acontece devido ao desgaste e ao esforço constante para compensar os níveis elevados de glicose no sangue.
As incretinas são substâncias naturais produzidas no intestino que ajudam o organismo a regular os níveis de glicose após as refeições. Em pessoas com diabetes tipo 2, esse efeito é reduzido, contribuindo para a hiperglicemia (níveis altos de glicose no sangue).
O glucagon é outro hormônio produzido no pâncreas, mas o principal efeito dele é elevar os níveis de glicose no sangue. Em pessoas com diabetes tipo 2, há uma produção excessiva de glucagon, o que aumenta ainda mais os níveis de glicose.
O fígado também desempenha um papel importante no controle dos níveis de glicose. Em pessoas com diabetes, o fígado produz glicose em excesso, mesmo quando não é necessário, contribuindo para a hiperglicemia.
O cérebro também influencia o controle da glicose. No diabetes tipo 2, há uma disfunção nos neurotransmissores que prejudica a regulação da fome e a sensibilidade aos hormônios reguladores, contribuindo para o descontrole glicêmico.
Os rins, que normalmente excretariam o excesso de glicose na urina, acabam reabsorvendo mais glicose do que deveriam, o que mantém os níveis altos de glicose no sangue.
A lipólise é o processo de quebra de gordura para liberar ácidos graxos. Em pessoas com diabetes tipo 2, esse processo pode ocorrer de forma aumentada, elevando os níveis de ácidos graxos no sangue. Isso interfere no funcionamento metabólico normal do corpo e dificulta o aproveitamento adequado da glicose pelas células.
O corpo também pode apresentar dificuldade em utilizar a glicose de forma eficiente nos músculos e em outros tecidos, o que atrapalha sua entrada nas células. Com menos glicose sendo absorvida, os níveis no sangue tendem a permanecer elevados.
Esses são os oito principais fatores que contribuem para o desenvolvimento e o agravamento do diabetes tipo 2, conhecidos como o octeto de DeFronzo. Essa abordagem ajuda a entender por que o tratamento do diabetes tipo 2 precisa ser multifacetado e personalizado.
Com tantos pontos que precisam ser observados e tratados fica claro que você necessita de um acompanhamento especializado para resolver esse problema. Agende já uma consulta com do Dr Diogo:
Claro que você se preocupa com as consequências, principalmente se você chegou até aqui neste artigo. Agora vamos entender quais as principais complicações que a pessoa com Diabetes precisa se preocupar.
O diabetes aumenta o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos, como infarto e derrame. Isso ocorre porque o excesso de glicose pode danificar as paredes dos vasos sanguíneos e tornar o coração mais vulnerável.
Altos níveis de glicose no sangue podem danificar os nervos, especialmente nas pernas e pés, causando dores, sensação de queimação ou formigamento e perda de sensibilidade. Isso aumenta o risco de ferimentos e infecções nos pés, que podem até levar à amputação.
Os rins filtram o sangue para eliminar resíduos, mas o diabetes pode danificar os vasos dos rins, dificultando esse processo. Com o tempo, isso pode levar a problemas graves nos rins, que podem até exigir diálise.
O excesso de glicose no sangue pode danificar os vasos sanguíneos da retina (a parte do olho que “vê” as imagens), aumentando o risco de perda de visão e até cegueira. Por isso, é importante que pessoas com diabetes façam exames de vista regularmente.
Devido à má circulação e danos nos nervos, pessoas com diabetes têm maior risco de problemas nos pés, como feridas que demoram para cicatrizar e infecções. Isso pode ser perigoso e, em casos graves, levar à necessidade de amputação.
O diabetes pode aumentar o risco de infecções e outros problemas de pele, como ressecamento e coceira. Isso ocorre porque o sistema imunológico fica enfraquecido e a circulação prejudicada.
Mulheres com diabetes podem ter complicações durante a gravidez, tanto para elas quanto para o bebê. O controle rigoroso da glicose é essencial para evitar problemas como má formação do bebê e complicações no parto.
O diabetes também pode afetar a saúde bucal, aumentando o risco de gengivite e periodontite, que são infecções nas gengivas e nos ossos que sustentam os dentes. Isso ocorre porque altos níveis de glicose no sangue facilitam a proliferação de bactérias.
Tanto homens quanto mulheres com diabetes podem enfrentar problemas sexuais, como disfunção erétil nos homens e ressecamento vaginal nas mulheres. Isso ocorre porque a circulação e a função dos nervos podem ser afetadas pela glicose alta.
Essas complicações são sérias, mas muitas delas podem ser prevenidas ou controladas com o bom gerenciamento do diabetes. Controlar a glicemia, ter um estilo de vida saudável e fazer exames regulares ajudam a evitar ou retardar esses problemas. Fazer um acompanhamento especializado precisa ser prioridade.
O tratamento do Diabetes tipo 2 é complexo. Você vai perceber que são muitos pontos importantes a serem seguidos e acompanhados. Medicação é apenas uma das partes e será a última que vamos abordar aqui. Todas as outras são de responsabilidade conjunta do médico e do paciente.
Veja que você tem uma enorme responsabilidade no seu tratamento, mas que para fazer certo necessita ser bem orientado.
Vamos entender todos os pontos do tratamento do Diabetes tipo 2:
Uma alimentação equilibrada é um dos pilares do controle do diabetes. Isso significa priorizar alimentos ricos em nutrientes, como vegetais, frutas com baixo teor de açúcar, proteínas magras e grãos integrais, enquanto se evita alimentos processados e ricos em açúcar. Fazer refeições regulares e evitar grandes variações na quantidade de carboidratos em cada refeição ajuda a manter a glicose estável.
A atividade física ajuda o corpo a utilizar a glicose de forma mais eficiente, promovendo um melhor controle dos níveis de açúcar no sangue. Exercícios aeróbicos, como caminhar, correr ou andar de bicicleta, e exercícios de força, como a musculação, são especialmente benéficos. A recomendação é praticar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, divididos em várias sessões.
Manter um peso saudável pode melhorar significativamente o controle do diabetes tipo 2. Isso porque o excesso de gordura, especialmente na região abdominal, está relacionado a alterações no metabolismo que dificultam o aproveitamento adequado da glicose pelo corpo. Pequenas reduções no peso, mesmo que sejam de 5% a 10% do peso corporal, já fazem uma grande diferença no controle glicêmico.
O estresse crônico pode aumentar os níveis de glicose no sangue. Técnicas de gerenciamento de estresse, como meditação, yoga, respiração profunda e até hobbies relaxantes, ajudam a manter a calma e a reduzir o impacto do estresse no controle do diabetes
Dormir bem é essencial para o controle do diabetes. A falta de sono pode afetar o funcionamento do metabolismo e dificultar o controle dos níveis de glicose no sangue. Tente dormir entre 7 a 8 horas por noite e mantenha uma rotina de sono regular.
Medir a glicemia regularmente ajuda a entender como as escolhas diárias (como alimentação e exercícios) afetam os níveis de glicose. Esse acompanhamento permite ajustes no estilo de vida e auxilia na identificação de padrões para melhor controle.
Beber água suficiente ao longo do dia ajuda a manter os níveis de glicose sob controle, pois a hidratação auxilia o corpo a eliminar o excesso de glicose pela urina. Além disso, a água não contém calorias ou açúcar, sendo uma escolha ideal para pessoas com diabetes.
O tabagismo aumenta o risco de complicações do diabetes, como doenças cardíacas e problemas nos vasos sanguíneos. Reduzir ou eliminar o consumo de álcool também é importante, pois o álcool pode interferir nos níveis de glicose e contribuir para outras complicações de saúde.
Buscar conhecimento sobre o diabetes e aprender a lidar com a condição fazem parte do tratamento. Participar de grupos de apoio, consultar profissionais de saúde regularmente e manter-se informado sobre a doença ajudam a manter a motivação e a tomar decisões mais saudáveis no dia a dia.
Para muitas pessoas com diabetes tipo 2, as mudanças no estilo de vida são essenciais, mas na maioria dos casos, podem não ser suficientes para controlar completamente a glicose no sangue. O tratamento medicamentoso é uma parte importante do controle da doença e pode envolver diferentes abordagens, dependendo das necessidades específicas de cada pessoa.
É fundamental que o uso de medicamentos seja sempre orientado por um profissional de saúde especializado. O médico avaliará a condição de cada paciente e recomendará o tratamento mais adequado, considerando fatores como idade, histórico de saúde, estilo de vida e a presença de outras condições. Ajustes na dosagem ou na combinação de medicamentos podem ser necessários ao longo do tempo, sempre com acompanhamento profissional.
O tratamento medicamentoso, combinado com um estilo de vida saudável e monitoramento regular, é a melhor estratégia para reduzir o risco de complicações e melhorar a qualidade de vida no diabetes tipo 2.